sábado, 9 de agosto de 2008



NOVO ENDEREÇO:

WWW.BATEPAPOECOMMERCE.COM


segunda-feira, 14 de julho de 2008

Texto do meu amigo Luciano Pires (www.lucianopires.com.br)

SOBRE CANÁRIOS E SABIÁS


"Algum tempo atrás comentei com um amigo sobre minha carreira como executivo e a intenção de um dia partir para vôo solo. Esse amigo então me falou de canários e sabiás. Disse que o canário passa a vida numa gaiola maravilhosa, com comida e água em abundância, veterinário e todos os cuidados necessários para cumprir sua nobre função: ser bonito de ver e melhor ainda de ouvir. O canário canta e encanta. Onde existe um canário a vida é mais alegre. E eles são lindos, em vários tons de amarelo, branco, laranja...

Já os sabiás não servem para ser criados em gaiolas. Sabiás não são tão bonitos, as penas não são tão coloridas e seu canto não chega aos pés dos canários. Sabiás não são graciosos como os canários. E precisam lutar pela sobrevivência. Em compensação, sabiás voam. Voam alto, pousam nas árvores que querem, vão para onde querem e levam a vida em total liberdade. Meu amigo disse que eu vivia a fase de canário e que um dia partiria atrás da liberdade do sabiá. Achei o conceito muito apropriado. E com o tempo fui percebendo como é verdadeiro.

Os jovens – canários – têm energia, saco e curiosidade para suportar a gaiola, a rotina do dia-a-dia, a obrigação de cantar sempre. Para o jovem canário, cantar é o objetivo da vida. E, quanto mais alto e mais melodioso for o canto, mais valioso ele será. Não importa se numa gaiolinha, gaiolão ou viveiro, eu quero é cantar! Canto, portanto sou feliz. Mas a maturidade traz outras prioridades. Cantar alto e melodioso deixa de ser objetivo para ser conseqüência. Sou feliz, portanto canto.

A maturidade mostra que, por mais técnicos e hábeis que sejamos, cantamos melhor quando estamos felizes. E a felicidade só é plena quando existe liberdade. Liberdade de pensar, de realizar. Liberdade de ser você mesmo sem precisar seguir os roteiros e padrões da comédia corporativa. Para algumas pessoas – eu, por exemplo – o atributo mais importante que desaparece com a maturidade no ambiente profissional é a paciência. Quanto mais experiência, menos paciência. O tempo passa a ser valioso demais para ser desperdiçado com os rituais exigidos pelo mundo corporativo. Queremos resultados. Queremos voar. Ver o mundo de cima. Queremos prazer. Queremos crescer. Queremos ousar.

A segurança da gaiola, os alimentos fartos, os cuidados médicos passam a ter um custo altíssimo: a liberdade."


Agora Luciano, faço das suas palavras as minhas e te peço licença:

Pois bem. Estou deixando de ser canário para virar sabiá.

Depois de pouquíssimos 7 anos trabalhando com carteira assinada, 4 deles focada em comércio eletrônico, abro a porta da gaiola para enfrentar o mundo lá fora. Meu vôo solo. A primeira coisa que chega é aquele frio no estômago, sabe? Mistura de ansiedade com medo. Felizmente minhas pequenas aventuras pela vida me ensinaram a transformar esse frio em energia para fazer acontecer.

Em seguida vêm outros canários (e até alguns sabiás meio castigados) dizendo: cuidado! Lá fora é perigoso demais! Outros sabiás, experientes e grandes voadores, me acolhem alegremente. Mas todos dizem: não é fácil! No entanto, não tenho escolha. Meu destino é voar. Levei 24 anos para preparar o vôo, aprendendo a navegar, a planejar, a surpreender, a observar, a criticar, a inspirar. Reforcei as asas. E fiz minha cabeça.

Faz 18 dias que fui lançada no espaço. Inebriada com a liberdade é provável que eu dê umas cabeçadas nos muros. Ou trombe com outros pássaros. Quem sabe passarei fome e frio até aprender a encontrar comida e abrigo.

Mas de uma coisa tenho certeza: quando eu estiver em pleno vôo, lá no alto, olhando o horizonte e as copas das árvores com o vento no rosto e o calor do sol em minhas costas, sei o que passará por minha cabeça:

– Preciso contar pros canários!


E agora posso cuidar da Bate-papo integralmente, posso finalmente trabalhar com o que eu mais gosto: educação.

E minha nova escola já possui até nome: UpaLupa! Com os UpaLupas ninguém sai de uma conversa sem uma idéia diferente, para aplicar na sua empresa, quando pensar em vender pela internet.

Obrigada aqueles que acreditaram no Bate-papo desde o começo, foram os melhores 5 meses da minha vida e agora, com mais tempo disponível, prometo trabalhar para chegar naquela meta de lotar o Anhembi mais cedo que o previsto...rs (Sonhar ainda não dói...hehehe)

Abraço da Lígia (Sra. UpaLupa)


video

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Estava sumida, né? Muitas mudanças, pessoal... que em breve vou contar para vocês de primeiramão. Novidades quentíssimas para os pequenos, porém importantíssimos, empreendedores virtuais! Fiquei preparando todos estes dias e esta tal novidade ainda tomará minhas férias inteiras...

Bom, quanto ao bate-papo, mal falei da última edição e já estou tramando a próxima...rs Mas vou dar uma palhinha para vocês... no dia 30/06 nosso público foi record, um sucesso!!! O ambiente da livraria é lindo e muito agradável para os nossos eventos.

E o Sr.Lucio deu um show e como sou suspeita para falar dele, só estou retransmitindo o que o pessoal falou... todos gostaram do tema e ficaram alertas para a importância que o planejamento possui para o sucesso do negócio.

Ele contou que segundo o Sebrae, a grande causa da morte das empresas em seu primeiro ano de vida é a falta de planejamento e segundo outra pesquisa, este número é ainda maior em empresas focadas nas vendas pela internet.

Outras dicas e detalhes vocês podem conferir nos slides que disponibilizei no grupo:

http://groups.google.com/group/bate-papo-sobre-e-commerce.

Agora, a próxima edição vai falar de um tema que está na moda: "Marketing Eletrônico". E o apresentador é o melhor professor de marketing que já tive na vida!!! Sem exageros... o cara é muito fera! Aliás nós estamos muito bem servidos de palestrantes, vocês não acham? Todos até agora dedicaram-se bastante e nos ensinaram coisas muito valiosas para o nosso dia-a-dia neste mundo virtual.

O nome da vez é Prof. Sérgio Luis Ignácio de Oliveira. Ele cursou Administração de Empresas com ênfase em Finanças Empresariais pela Universidade São Judas Tadeu; é pós-graduado em Administração de Empresas e administração de Marketing pela FMU; mestre em História da Ciência pela PUC-SP, com a dissertação “A Influência da Filosofia e das Ciências nos Primeiros Estudos de Marketing no Início do Século XX”; doutorando em História da Ciência com a continuação do mesmo objeto de pesquisa do mestrado. Trabalhou por mais de vinte anos em empresas de vários ramos de atividade, nas áreas de Administração de Materiais, PCP e Administração de Vendas. Atualmente é professor de graduação e pós-graduação, palestrante, consultor, articulista do jornal SP News, autor do livro “Desmistificando o Marketing” e sócio diretor da Inteligência Cursos e Soluções.

Ufa! Não preciso dizer mais nada, né? Tá, só mais uma: além disso tudo, ele mantém um blog (http://desmistificandomarketing.blogspot.com) que eu adoro e recomendo a todos.

O link para inscrição virtual e presencial, da próxima edição do dia 28/07 das 19:30 às 21:30 é:
http://www.aulavox.com/2008/07/cultura/mkt2807.htm

Novamente sejam bem-vindos!!!

Abraço da Lígia

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Bate-papo do dia 30/06/2008

Este encontro foi muito proveitoso, agradeço, em nome da Ligia, a todos que compareceram.

Discutimos sobre a morte de empresas por falta de experiência dos novos empreendedores que se arriscam no mercado, não só de e-commerce como da economia em geral

Parabéns de novo à Ligia Dutra por mas essa vitória, espero todos no próximo.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Olá pessoas queridas!!!!


Já somamos mais de 90 pessoas inscritas, entre participantes presenciais e virtuais!!!

Muuuuito obrigada a todos! Sinto que esta edição será surpreendente, graças a todos vocês.

Falta só mais um pouquinho... mais 5 dias... meu coração já está na garganta...rs

Por enquanto, continuem espalhando a news para os amigos, conhecidos, todos que vocês sabem que se interessam pelo tema:
http://www.tmw.com.br/newsletter/BPSE/junho2/BPSE_2A_30_06.html


Bom, além desta emoção toda (rs), tenho uma ótima notícia para quem gosta de ser tratado e para quem gosta de tratar os consumidores com respeito:


Fonte: http://www.consumidormoderno.com.br


O Ministério da Justiça concluiu a elaboração da proposta que traz novas regras para os Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC) dos setores responsáveis pelo maior número de reclamações nos últimos dois anos: telecomunicações (telefonia fixa e móvel, TV a cabo e internet), sistema financeiro e transporte aéreo. São 27 diretrizes, que implicarão mudanças na atuação dos contact centers.


As discussões sobre as normas para melhorar o atendimento começaram no fim de fevereiro deste ano, quando foi realizada a primeira de uma série de quatro audiências públicas. As reuniões contaram com representantes dos Procons estaduais e municipais, Ministério Público, Secretaria de Direito Econômico, empresas do setor, associações ligadas ao segmento e o público em geral.


Para que a regulamentação se torne lei, a proposta precisa ser aprovada e publicada pelo Ministério da Justiça em forma de portaria ou decreto. A expectativa é que até agosto deste ano, as novas regras entrem em vigor.


Propostas do SNDC

Propostas do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor para a melhoria da qualidade nos serviços de atendimento ao consumidor (SAC)

Áreas Temáticas: Telefonia fixa, Móvel, Internet, TV a Cabo, Banco Comercial, Cartão de Crédito e Aviação Civil

A) Definição

1. Para fins desta proposta, compreende-se por Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), excluídos o telemarketing e outros atendimentos, o serviço telefônico com a finalidade de atender às demandas dos consumidores referentes a:

i) Informação;

ii) Reclamação;

iii) Cancelamento do contrato;

iv) Solicitação, suspensão ou cancelamento de serviço.

B) Acessibilidade

2. O SAC deve garantir o contato direto com o atendente como primeira opção do menu eletrônico.

2.1. O consumidor, ao selecionar a opção de falar com o atendente, não pode ter a sua ligação finalizada sem que este contato seja efetivado.

2.2. O acesso inicial ao atendente não pode ser condicionado ao prévio fornecimento de dados pelo consumidor.

2.3. O tempo para o efetivo atendimento pelo atendente, quando esta opção for selecionada pelo consumidor, deve ser de até 20 (vinte) segundos.

3. O SAC, sempre que oferecer menu eletrônico, deverá, dentre as primeiras alternativas, assegurar opções de cancelamento de serviços e reclamações.

4. Deve ser garantido o acesso das pessoas com deficiência auditiva ou de fala ao SAC.

5. O SAC deve ser gratuito.

6. O SAC deve estar disponível, ininterruptamente, durante 24 (vinte e quatro) horas por dia e 7 (sete) dias por semana.

7. O número do SAC deve ser amplamente divulgado pelo fornecedor, de forma clara e ostensiva, dentre outros, por meio de embalagens, manuais de instrução, página na Internet, talões de cheque, contas, contratos, apresentação de seus produtos, bem como nos seus estabelecimentos comerciais.

8. Deve ser garantido o acesso único para o consumidor quando diversos serviços forem prestados por uma empresa ou grupo empresarial.

9. Ao consumidor deve-se permitir revisar ou alterar o contrato de prestação de serviços através dos mesmos meios em que a contratação está disponível.

C) Qualidade do atendimento

10. O SAC deve obedecer aos princípios da transparência, eficiência, eficácia, celeridade e cordialidade.

11. O atendente, ao assumir suas funções no SAC, deve estar capacitado com todas as habilidades técnicas e procedimentais necessárias para realizar o adequado atendimento ao consumidor.

12. Deve ser garantido o acesso dos consumidores às normas legais, procedimentos e regras aplicadas ao atendimento, especialmente àquelas que demandam maior período de tempo para resolução.

13. Os dados pessoais dos consumidores deverão ser preservados e mantidos em sigilo.

13.1. Deve-se evitar repetição verbal ou digital dos dados pessoais.

14. O sistema informatizado responsável pela operacionalização das demandas deve ser programado tecnicamente de modo a garantir o respeito ao consumidor.

14.1. O SAC deve garantir a transferência imediata para o setor competente, caso o primeiro atendente não tenha atribuição para o atendimento do assunto de interesse do consumidor, excetuando-se a hipótese do item 14.3.

14.2. A transferência dessa ligação não pode ultrapassar o tempo de 1 minuto.

14.3. Não será admitida a transferência da ligação nos casos de cancelamento de serviço e reclamações, devendo todos os atendentes possuir atribuição para executar essas funções.

14.4. O consumidor só procederá à explicação do seu problema (relato do caso) uma única vez, devendo o sistema informatizado garantir ao atendente o acesso ao histórico de demandas do consumidor.

15. A ligação não pode ser interrompida enquanto se aguarda o atendimento, a menos que haja pane geral e que se proponha retornar a ligação, o que deve ser feito em meio dia útil dentro do horário comercial e por meio de número identificado.

16. É vedada a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera para o atendimento, salvo prévio consentimento do consumidor.

D) Acompanhamento de demandas

17. O fornecedor deverá viabilizar o acompanhamento de todas as demandas por meio de um registro numérico, a ser informado ao consumidor no início do contato telefônico, independentemente de saber o que o consumidor irá solicitar, seja pedido de informação, reclamação, rescisão de contrato ou qualquer outra manifestação.

17.1. O fornecedor deverá utilizar seqüência numérica única, adotada para qualquer pedido de informação, reclamação, cancelamento, solicitação e suspensão de serviço.

17.2. O registro numérico, a data e a hora do contato, informados no início do atendimento, devem ser enviados ao consumidor, para fins de comprovação, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas, pelo meio indicado por este, dentre eles, mensagem eletrônica, Internet, mensagem de texto ou correspondência por escrito.

17.3. O fornecedor deve manter gravação das chamadas efetuadas pelo consumidor ao SAC pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses.

17.4. O fornecedor deve manter o registro das reclamações, pedido de cancelamento e solicitação, suspensão ou cancelamento de serviço por um período de 5 anos após a solução desses e, sempre que houver solicitação do órgão fiscalizador ou do consumidor, tornar disponível o acesso de seu registro, sem ônus para o interessado.

18. O fornecedor deve possibilitar o acompanhamento das demandas do consumidor por diversos meios, inclusive pela Internet.

E) Resolução de demandas

19. As demandas dos consumidores, incluindo informações e reclamações, devem ser resolvidas pelo fornecedor imediatamente.

19.1. Em caso de reclamações que necessitem de análise mais detalhada, a empresa terá prazo de até 5 dias úteis para resolver a demanda.

19.2. O fornecedor deverá informar ao consumidor sobre a resolução de sua demanda, para fins de comprovação, pelo meio indicado, dentre eles, mensagem eletrônica, Internet, mensagem de texto ou correspondência por escrito.

19.3. A resposta do fornecedor às demandas dos consumidores deverá ser sempre fundamentada.

20. Quando a demanda versar sobre serviço não solicitado, deverá o fornecedor suspender imediatamente o serviço, salvo comprovação expressa da contratação pelo fornecedor.

21. Quando a demanda versar sobre cobrança indevida, deverá o fornecedor suspendê-la imediatamente, até que seja comprovado o valor devido.

F) Cancelamento

22. O SAC deve receber e processar imediatamente o pedido de cancelamento do consumidor.

22.1. O fornecedor deve assegurar que o pedido de cancelamento seja efetuado pelo consumidor por todos os meios disponíveis para a contratação do serviço.

22.2. Os efeitos do cancelamento devem ser imediatos à solicitação do consumidor, ainda que o seu processamento técnico necessite de um prazo, e independe de seu adimplemento contratual.

22.3. A cobrança da remuneração pelo serviço no mês do cancelamento deve ser proporcional ao que foi efetivamente utilizado pelo consumidor.

22.4. O fornecedor deverá emitir comprovante do cancelamento pelo meio indicado pelo consumidor, dentre eles, mensagem eletrônica, Internet, mensagem de texto ou correspondência por escrito.

G) Disposições finais

23. Os fornecedores devem incorporar as presentes normas em seus contratos de terceirização com as empresas que prestam o SAC. Além disso, devem punir transgressões a previsões legais e às normas por meio de medidas adequadas (cláusulas penais, rescisão contratual), a fim de assegurar que os parâmetros de qualidade aqui constantes sejam cumpridos.


Podemos marcar um dia só para falar disso, o que vocês acham?

Abraço da Lígia


domingo, 22 de junho de 2008

Essa tal Linguagem...


Nesta semana levei uma bronca por causa do último post: "Lígia, este texto não está nada sério... apesar de falar de coisas interessantes, precisa ser mais formalzinho..." Então, apesar de agradecer muito pela crítica, sim, porque acredito que quem nos critica nos quer bem, esclareci: a intenção é realmente esta! Não quero ser formal, não gosto de ser formal.


Quero poder falar de coisas interessantes sem que para isso tenha que vestir uma carapuça que não é minha. Não preciso fazer o tipo moça séria para alguém ler o que escrevo ou adotar o projeto de rede que foi criado. E é justamente nesta tecla que mais vou bater durante todas as nossas reuniões: transparência.


Sejam transparentes com seus clientes! Não tentem passar um imagem do que vocês não são. Se você falhar (e você vai falhar por pertencer a raça humana), eles percebem rapidinho e daí ba-bau. Toda aquela pose vai por àgua abaixo e seu trabalho também. Nada é mais gostoso do que trabalhar a vontade, sem se preocupar em agradar todo mundo. Mas para isso você precisa escolher um público que combine com você. Se eu tivesse inventado uma rede para dar cursos de etiqueta, estava frita!

Aprendi isso no BuscaPé. Lembro do meu primeiro dia de trabalho, quando fui apresentada a equipe e diferente da maioria das empresas em que havia trabalhado, um dos donos, sentava ao nosso lado na bancada. Para que ficar longe da equipe, numa sala só para ele, se ele tinha que estar o tempo todo ali para ajudá-los? No meu setor, um deles era o Mario. Uma figura! A mesa dele era a mais bagunçada de todas, mas na bagunça ele não estava sozinho, ali todos tinham o monitor cercado de pinduricalhos dos mais diversos. E ele não estava nem um pouco preocupado... afinal independente daquilo, era o melhor no que se dispôs a fazer e os números da empresa provavam tudo.

Era um local que permitia as pessoas pensarem e se expressarem do jeito delas. Ninguém precisava fazer um personagem, todos eram aceitos cada um com seu jeitinho todo particular, do cabelo vermelho ao uso de meia de dedinhos com chinelo ou o sóbrio terninho...

E de lá para cá, minha passagem pelo e-commerce têm constatado que a maioria das empresas neste ramo se comportam desta forma. E eu acredito que grande parte do sucesso destas empresas, vêm deste tipo de cultura. A cultura da diversidade. Do respeito as diferenças e da liberdade de criação.

Outro dia, num bate-papo que tivemos na Netshoes, ouvi que numa empresa dos Estados Unidos (não lembro o nome agora, mas é o maior vendedor virtual de calçados do mundo), os funcionários vão trabalhar de jeans e tênis durante a semana e às sextas-feiras fazem um desfile de ternos...rs Achei o máximo! Apesar de que hoje, pra gente só falta o desfile de ternos, porque não sei o que é usar um salto faz tempo...

O que quero dizer contando estas histórias é que a falta de transparência no trato com os clientes internos e externos pode quebrar uma empresa e daí já entramos no assunto da nossa próxima edição: "Como quebrar uma empresa?". Transparência não é só fazer graça liberando o vestuário ou a tal "bagunça organizada" no escritório, é muito mais do que isso. É repartir com a equipe e com os clientes as decisões da empresa. É assumir os erros e sair daquele posição de que a empresa é infalível. É lembrar do aniversário do seu cliente porque ele virou seu amigo e não porque você só quer que ele compre mais. É responder um e-mail com um abraço e não apenas com o clichê "atensiosamente".

Fala-se tanto de relacionamento hoje em dia... as empresas possuem centrais de relacionamento com o cliente, mas ainda não acordaram para o fato de que isso implica numa troca. Não é só um nome bonito. Relacionamento serve pra gente evoluir junto, trocar experiências, dúvidas, conquistas... e o que vejo nem sempre é isso.

Se uma empresa que ter um relacionamento comigo, no mínimo deve me respeitar e um sujeito me ligar num Domingo, para vender assinatura de não sei o quê, não é sinônimo de respeito. Se eu ligo para uma empresa e o atendente não sabe repetir outra coisa senão "sim senhora, vou passar o caso para o depto. responsável" eu pergunto: Caramba, pra que você está aí então?

Os clientes não querem saber se você usa terno Armani ou não fala palavrão, eles querem que você resolva o problema deles. Simples. E olha que legal: eles te pagam para isso! Eles querem que você tenha vários canais de comunicação disponíveis: chat, telefone, blog, site, sinal de fumaça, mímica, enfim... e agora vai uma opinião pessoal, que pode ser até equivocada, mas fica até brega você ter um site cheio daqueles bla-bla-blás corporativos e no blog ser todo moderninho... daí vale ser coerente. Ache um meio termo, se for possível.

Resumo da ópera: concentre-se em resolver o problema do seu cliente e se você conseguir fazer isso, ele não vai se importar com a forma que você descobriu para alcançar este objetivo. Tanto faz se você atendeu ele de madrugada, de pijama, pelo chat da sua loja. Importa que você o atendeu.

Beleza? Se eu começar a escrever muita abobrinha, vocês me falam, mas enquanto estiver legal, me perdoem e não se importem muito com o vocabulário, papai tenta corrigir isso há mais de 20 anos e não teve muito sucesso... trata-se de um caso perdido...rs

Abraço da Lígia

OBS: dia 30 já está aí... falta uma semaninha... não esqueçam... beijim


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Inspirações

Putz! Acabei de chegar da Livraria Cultura, onde assisti à palestra do Ricardo Magalhães. O cara consegue misturar cinema com negócios de forma tão intrigante e é incrível como ele consegue dar nós na minha cabeça, aliás não só na minha... Para quem não conhece, basta clicar neste link da BizRevolution ao lado que terão o prazer de descobri-lo.

Bom, não vou conseguir colocar minhas idéias em ordem agora, mesmo porque as anotações que fiz estão uma zona só, sem ordem cronológica nenhuma, mas acredito que em tópicos a coisa não fique tão ruim assim:

  • Ele contou que na Apple, todo funcionário novo ganha um iPod. Eu adorei a idéia! Toda empresa deveria fazer isso. Como pode um empresário exigir que o funcionário conheça o produto, se ele não o utiliza? Bom, mas é claro que isso não se aplica a tudo... Imagine uma fábrica de supositórios... Eu não gostaria de ganhar um e ainda ter que contar quais as vantagens dele...rs Mas fora a gracinha, o que quero dizer é que uma das formas de fazer o funcionário entender que ele faz parte daquele grupo, que é importante e deve ser mais um inspirador, é presenteando o sujeito com o que a empresa faz de melhor! Porque não?
  • Também acordei para outro fato: a Apple não vende iPod. Ela vende inspiração. Ela inventou um trocinho que ajuda as pessoas a ouvirem suas músicas preferidas, onde elas quiserem, para que a vida delas fique melhor. O aparelho é só um meio, para levar a inspiração que a música proporciona a vida das pessoas, saca? Bonito, né? Achei até romântico... E por mais babaquice que vocês achem... dá certo. Steve Jobs que o diga.

  • Bill Gates quando foi até a IBM vender seu software, na verdade, não tinha P. nenhuma. Simplesmente uma idéia. Conseguiu o melhor parceiro para a idéia e depois correu atrás de conseguir o que precisava. E muitas idéias começaram assim... Conheço gente que compra o quadro, antes de ter a parede da casa, que compra um acervo de livros antes de ter espaço para guardá-los, mas tempos depois, esta primeira atitude fez com que eles corressem atrás de comprar o apartamento ou montar o sebo. Coisa de maluco, eu sei... Mas vocês conhecem alguém, que conseguiu mudar o mundo ou mudar seu próprio mundo radicalmente, sendo normal?

  • Cuidado com o que você lê. Presta atenção: se você vende bolsa feminina, porque raios ainda teima em ler EXAME, meu caro? Vai ler Marie Clair... O seu público lê isso!!! Importe-se com o que ele se importa! Por favor moças, não quero dizer que mulher só faz uso deste tipo de leitura, mas quero explicar que nós precisamos entrar no mundo do cliente. Já! Pra ontem!

  • Vocês já assistiram Cidadão Kane? Assistam. Tem um trecho em que mostra o gênio escrevendo na primeira página do jornal, os propósitos dele. Detalhe: ele ainda assinou. Amei. Enquanto os outros jornais só se preocupavam em noticiar e de preferência, evitar polêmicas, ele fez diferente: colocou-se ao lado do leitor. Defendendo-o de tudo que lhe interessava. Fiel ao “Custe o que custar”. Custou caro. Mas ele virou filme, né?

Bom, o que eu quero passar com tudo isso? Não se dêem ao trabalho de montar um e-commerce para serem iguais a todo mundo. Não desejem ser um Submarino ou Americanas. Sejam vocês. Sejam autênticos (Por mais clichê que isso seja).

Dane-se o resto!!!

Invente a SUA forma de fazer comércio eletrônico. Reúna todas estas idéias do bate-papo e outras que vai conseguir estudando, conversando e faça algo que só você poderia fazer. É isso que o seu cliente espera. É isso que o mercado respeita.

E se precisar de alguém para te provocar mais, no próximo bate-papo a gente se vê...

Abraço da Lígia